Nem um PIU!!

Uma das únicas formas da prefeitura poder atuar com eficiência nas políticas públicas em geral e no desenvolvimento urbano e habitação em especial é ela poder dispor com agilidade de instrumentos de compra, venda, troca e permuta de áreas.

Defendo há tempos que ela deve ter menos amarras legais para isso e que o principal critério tem que ser o projeto. Ou seja, toma-se a decisão baseada em dados concretos e intenções futuras. Política, plano e projeto. Por isso estamos falando em políticas públicas e não em negócios imobiliários, simplesmente.

Pois bem, a primeira providência que o poder público toma para trilhar este caminho é, numa só ação, atropelar a Câmara e abrir mão de projeto!! Reduzindo a questão a uma operação imobiliária onde vale o preço e não o valor, onde se tem a ação mas não se tem nem projeto, nem plano, nem política a sustenta-la… Isto por que estamos numa cidade que já tem o PIU à disposição!

Definitivamente, nunca tem um jeito só de fazer as coisas…

Valter Caldana

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Venda, troca, permuta ou doação?

É mais simples do que parece.
Cyrella e Settin fazem negócios imobiliários.
Como todas as outras, como toda a cadeia produtiva do setor, como eu mesmo em meu micro escritório quando faço projetos comercialmente.

O ambiente de negócios de todas estas empresas é a cidade e o mercado, óbvio, porém mais especificamente, o contexto é a política de Desenvolvimento Urbano e seus marcos regulatórios, inclusive os de mercado.

O poder público, executivo e legislativo, fazem política de desenvolvimento urbano. Portanto, cabe a eles definirem o ambiente de negócios e suas diretrizes, marco regulatório, limites, estímulos, induções. E, de modo diverso das empresas e mesmo das pessoas, não a partir de legítimos interesses e critérios específicos, mas sim de critérios e interesses difusos e públicos.

Toda vez que o poder público atua com critérios de quem faz negócio, deixa de fazer política pública e desregula o ambiente . A recíproca é verdadeira: toda vez que empresas, e mesmo grupos de cidadãos, deixam seu campo para atuar diretamente dentro do poder público também desregulam, desequilibram o ambiente.

Para evitar as tensões naturais advindas deste mecanismo e, mais do que isso, capitalizá-las, existem hoje as metodologias participativas, fundamentais para que o sistema se mantenha equilibrado e que válvulas de pressão funcionem para evitar uma explosão de energias acumuladas lá ou cá.

Pois bem. O que se está vendo no caso do penúltimo capítulo do Parque Augusta, que parecia ser o último, e se vê também em incontáveis outros casos, é o poder Público, prefeitura à frente, se travestindo. E, não raro, o setor privado idem.

Vejamos: o que significa vender, permutar ou doar área pública sem projeto, sem objetivo, sem fim específico local, regional e municipal no contexto de uma política pública já definida? O que, onde, porque, para quê, por quanto?

Se neste momento a prefeitura priorizou, em termos de política pública de desenvolvimento urbano, no contexto do plano diretor estratégico e demais elementos do marco regulatório sob sua responsabilidade, o arco Jurubatuba, os Terminais e a Cracolandia, com habitação de interesse social e mercado popular na base, não é mais lógico, e óbvio, que a permuta de áreas referentes ao Paraue Augusta seja feita nestas regiões, no sentido de alavancar a própria política pública de desenvolvimento urbano?? *

Valter Caldana

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* favor notar que no texto não coloco em discussão o mérito da necessidade de permuta de área pública para a obtenção do parque Augusta nem tampouco a opção da prefeitura pelo arco Jurubatuba ou pela Cracolândia.

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Enganou-se ou enganado?

Eu não posso crer que seja verdadeira esta notícia.
Deve haver algum engano.
…
Não posso crer que o prefeito tenha sido bem informado.
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Retalhar um terreno no valor daquele sem fazer um masterplan, ao menos, e validar seu valor (e não seu preço) a partir de estudos de potencial e séries históricas é o quê?
E como fica o PL que já está na Câmara? PL 0404/17
…
É o que tenho falado desde o final do ano, quando ficou clara a pressa vendedora com o mercado em baixa do prefeito: as áreas lindeiras às marginais são as joias da coroa da cidade!
Não se faz política pública nem de desenvolvimento urbano sem ter área!!!
…
De que me adianta ser favorável e defender uma ideia durante anos – que a prefeitura possa ter um banco de terras (estoque real) e tenha a capacidade de negociá-las com agilidade e sem muitas amarras, para influir na composição do valor e do preço da terra na cidade – se o que me vem é esse tipo de coisa?
Melhor ficar quieto e aplaudir o imobilismo.
É o chamado “não mexe por que a água está no bigode!”
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De mais a mais, qual é a relação entre o Parque Augusta com a Região de Pinheiros? Com as marginais… Por que é que a Prefeitura tem que ceder área nobre para compensar o Pq. Augusta? Por que é que tem que estragar outra potencial reserva, onde dá para fazer repovoamento e está nas rotas de migração de aves e outras espécies para fazer o parque augusta? Qual a lógica de estragar uma área de grande potencial ambiental para “recompor” outra?
…
Pois então que se faça um parque ali, na marginal, na mesma estrutura de parques ao longo das marginais que já existe e é belíssima e sub aproveitada exatamente pelo mau uso das marginais.
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Chama o Ruy Ohtake, vai olhar o projeto do parque Tietê, olha o concurso que fizemos no governo Pitta!!!!
…
Ufa…
Vou sossegar, deve ser um engano do jornalista…

Valter Caldana

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Curitiba, Brasil

Se alma dói,
Esta foto dói na alma

Valter Caldana

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Lindô!

Gosto sempre de dizer que o IMS, em minha opinião, é o melhor projeto de arquitetura em construção na cidade em anos.
Fiquemos todos atentos! 

Valter Caldana

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