‘Tá’ bom ou vai mais?

A turma da simplificação plena, a que quer trocar empregos de semi vivos por corpos de semi mortos tem alguma coisa a dizer sobre o dólar estável a 5,25?
Assumimos definitivamente esta distância com relação ao ponto de equilíbrio do bem estar possível? Está bom, ou entra mais?

Valter Caldana

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Metros e metros, léguas e léguas

ou como nem sempre é bom
medir o mundo

Existe uma métrica que é muito pouco divulgada. Mesmo na década de 1980, quando estávamos a milímetros da dolarização plena da economia que o Brasil sempre conseguiu, sabiamente, disfarçar criando dólares falsos oficiais – BTN, ORTN, OTN, UFIR, tabiltas e tabelas.

Talvez por ter evitado a dolarização explícita, a métrica a que me refiro não seja tão clara e disseminada e, por iso, assimilada pela sociedade, que fica à mercê…

Sendo o Us$ a moeda padrão, a moeda franca, ele é, obviamente, um padrão. Ele é um metro, por assim dizer.

E é um metro que diz que quando sua relação é 1:1, você está no ponto de equilíbrio da qualidade de vida possível pelo sistema que vige. Por óbvio, isto fica a cargo do país que tem o maior poderio bélico do planeta, um dos maiores territórios, a maior economia, a maior dívida pública, a mais desenvolvida pesquisa, a maior auto-estima e o maior ego. É natural.

Mas, voltando, temos então o 1:1. O Euro, eurocêntrico como uma velha senhora, se sente superior… a vida lá é pelo menos 10% melhor que nos EUA… e assim por diante.

Quando nosso Realzinho de todo dia está nos famosíssimos 1:2,70 tido por muitos como a relação mais equilibrada, isto significa que nossa qualidade de vida sistêmica é duas vezes e meia pior que o ponto de equilíbrio ‘acessível’ pelo sistema.

Quando esta relação dobra, isto significa que nossa qualidade de vida está 5,5 vezes pior do que a média possível no sistema.

A questão é…

Quanto o dólar a 5,25, e subindo, é mais prejudicial, provocará maiores quebradeiras e eliminará setores inteiros da economia do que uma quarentena forçada com salários e giro garantidos pelo tesouro e financiados por parte dos juros a pagar sendo contingenciada (eu não disse ‘calotizada’)?

Bem, é isso…
Bom dia.

Valter Caldana

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Cidades

Uma coisa esta quarentena forçada já demonstrou. A força das cidades em comparação com a força dos estados nacionais. Papo para outra hora…

Valter Caldana

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Chove lá fora, e aqui…

manhã,
fico, melancólico, a pensar
em tempos de call
o delay do planeta
é de + ou – 15 dias!

Valter Caldana

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A vendetta do Mandetta?

O ministro foi para o governo defender e implantar um projeto, segundo penso, pouco elogiável. Mas, como toda pessoa que está acima de suas pernas, em momento de crise se mostrou sóbrio, razoavelmente sereno, priorizou uma visão técnica humanista da situação de crise e ouviu a estrutura do ministério. Não se dispôs a arroubos tolos ou isolacionismos inconsequentes e improdutivos.
Não acho que ele tenha mudado suas opiniões estruturais sobre o sistema ou as políticas públicas de saúde. Nem teria porque. Mas acho que ele faria um bem a ele mesmo se pegasse o chapéu e fosse para casa cuidar dos seus e dos negócios dele. Enquanto está com o cacife cheio e com todos nós o agradecendo.

Valter Caldana

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