Obrigado Brasil, pela Copa maravilhosa!

A Copa “no” Brasil acabou.
E, neste finalzinho, quase virou a Copa “do” Brasil. Faltou pouco.
Em alguns aspectos, sobretudo no calor, na emoção e na confraternização, até que chegou a ser.
Copa do Mundo do Brasil… que beleza!
Nossos convidados ficaram encantados. O evento foi um sucesso. Tudo funcionou.
Os catastrofistas, os vira-latas, o pessimistas, os Hards, quebraram a cara. Nada de apagões, etc e tal.

E o fato do evento ter sido infinitamente melhor que a Seleção, de certo modo, mostra que hoje o País, o Brasil, é bem mais que futebol.

É verdade que ficou um gostinho de quero mais, quero de novo, só que desta vez todo mundo junto… e com um time bom.
Mas, enfim, foi ótimo, e venceu o mellhor!
Um pequeno balanço…
Vencedores: Seleção Alemã (campeoníssima), Nós (puta copa…), Governo Brasileiro (deu tudo certo), Oposição Brasileira (seleção deu vexame)
Perdedores: Seleção Argentina (vice-campeã), Seleção da Holanda (quase, de novo…), Seleção Brasileira (tomou chocolate em julho e virou fondue), Seleção da Espanha (fogo de palha) e,
….
o maior perdedor de todos, a imprensa brasileira, que errou feio no último ano e meio e não consegue se colocar como parte do problema, continua se achando parte da solução…

Para terminar, uma citação…
“Obrigado Brasil pela Copa Maravilhosa” (seleção alemã, 2014)

Valter Caldana

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sobre a copa, durante a copa. qual vexame? – 5

Complementando o post anterior… (leia aqui)
Agora, se quisermos uma boa teoria conspiratória, pergunto…
Será que o fato de governos brasileiros – o federal e vários estaduais, com são paulo e paraná à frente – depois da copa das confederações, quando ficou claro para o governo e para técnicos independentes que haveria copa e que tudo daria certo, terem parado de dar dinheiro a rodo para o COL/FIFA (a ponto de um lacaio deles dizer que merecíamos um pontapé na bunda) teve alguma influência no resultado?

Valter Caldana

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sobre a copa, durante a copa. qual vexame? – 4

Depois de muito pensar, ler artigos, opiniões de amigos, etc…, e tentar entender
- por que a Argentina, com um jogador apenas legalmente argentino, CHEGOU na final, já que são tão corruptos e incompetentes quanto nós,

- por que a Holanda, sonho de consumo de tantos brasileiros, sobretudo entre os arquitetos, organizada e civilizada, NÃO CHEGOU na final e PERDEU mais uma copa do mundo,

- por que a latina Espanha, campeã mundial, que teve seus 20 anos de glória mas está voltando celeremente para o aconchego do terceiro mundo, caiu na primeira fase,

- por que a Itália, la dolce Italia, sempre em busca da glória romana, pela segunda vez também caiu na primeira fase,

- por que o Mexico, também muito parecido conosco em organização e corrupção, campeão olímpico, não chegou às semi-finais,

- por que a França, que entrou na copa via tapetão, pela porta dos fundos, acabou fazendo uma boa figura e

- por que o Brasil há uma ano e pouco foi campeão da Copa das Confederações (o terceiro torneio de futebol mais importante do mundo), há dois anos foi Vice Campeão Olímpico (o segundo torneio mais importante do mundo) tomou duas goleadas e foi APENAS quarto colocado (a melhor colocação em doze anos apesar de ser sua pior campanha em uma Copa em termos de gols marcados e sofridos)

Enfim, depois de pensar nisso tudo, de ficar muito irritado e decepcionado, de tentar achar similitudes e contradições, latir para o cachorro da vizinha e fazer comparações, interpolações e abduções, acho que cheguei a uma conclusão bastante simples, como deve ser…
…..
Nesta Copa o Brasil teve um time pequeno, dependente, desentrosado e que, sobretudo, treinou pouco, muito pouco. E jogou mal!
É simples assim.
O resto é futebol!

Valter Caldana

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6.000.000.000 bilhões nas cidades

ONU divulga estudo afirmando que em 2050 mais de 6.000.000.000 de pessoas morarão em cidades. (veja a notícia aqui).

Isto me lembrou de uma passagem…

Mais ou menos 25 anos atrás, eu era um precoce diretor do iab-sp e fui “destacado” para representar a entidade num debate sobre ecologia (ainda não se falava popularmente em sustentabilidade por aqui).
Eu ser “destacado” queria dizer que nenhum diretor “de verdade” podia ir no tal debate e lá fui eu… todo orgulhoso.
Na minha vez, (influenciado por Tomás Maldonado) resolvi falar que tão importante quanto a ecologia do verde (que era a tônica dos discursos naquele momento) era a ecologia do cinza, era a ecologia da cidade.
Só não fui vaiado em cena aberta por que a platéia era compostas por pessoas maduras e clementes, mas o constrangimento foi geral… risos. Sobretudo o meu.
Só que, seja como for, se a platéia de então era clemente, o problema de nossa ecologia cinza é inclemente!

Valter Caldana

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sobre a copa, durante a copa. qual vexame? – 3

Já passei dos 50 e ainda não me acostumei com os nossos exageros brasileiros,
Um quarto lugar na copa (ato falho, o jogo ainda não aconteceu) é considerado um fracasso, um vexame.
E o vexame passa a ser o vexame da copa. Toma-se a parte pelo todo.
E os mesmos que passaram um ano nos convencendo de que tudo seria um horror, amplificam esta sensação.
Alto lá! A copa foi, sim, um sucesso!
…..
Tudo funcionou a contento, nosso índice de atrasos de vôos domésticos no período foi menor do que a média internacional e 50% do índice tolerado pela IATA, os estrangeiros vieram e foram bem recebidos, quem não se deixou levar pelo catastrofismo ganhou dinheiro (quem se deixou, perdeu), os jogos foram lindos, os melhores estão nas finais, a polícia do Rio, entediada por não ter o que fazer, desbaratou e prendeu parte de uma quadrilha internacional ligada à FIFA hospedada no Copa, nossa educação básica continua deficiente, o absurdo de não termos 100% das crianças em escolas de tempo integral continua o mesmo, as filas nos hospitais – mesmo para convênios pagos a peso de ouro – continuam lá, intactas, perdemos o sistema cantareira apesar dos lucros fantásticos da sabesp no período, enfim…
A agenda continua tão cheia quanto antes.

Valter Caldana

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