A crônica de um colapso anunciado…
São Paulo, incluindo os paulistanos por nascimento ou opção, não merece o que se avizinha…
Estamos perdendo a janela de oportunidade de prepararmos a capital e sua região metropolitana para os desafios já presentes deste século XXI e continuamos pensando a cidade com a lógica da matriz de desenvolvimento urbano da década de 1970…
O grave é que nada indica a menor possibilidade de mudança, a começar pelo tipo de discussão que se faz do marco regulatório do planejamento urbano e da estrutura de gestão da cidade, culminando no cenário eleitoral do próximo ano, desalentador para quem ama a cidade.
Mais um mandato medíocre no período 21/25 será irreparável.
A janela de oportunidade para construirmos a metrópole do século XXI vai se fechar e nos restará uma cidade enorme fora da rede mundial de grandes centros produtores de decisões e riqueza.
Nos restará uma cidade periférica e gigantesca, com problemas igualmente gigantescos, sem o vigor, a pujança e a criatividade necessários para superá-los, como já tivemos.
Restará uma cidade ingovernável e falida, sem sequer seu patrimônio, que terá sido liquidado na bacia das almas por motivação meramente ideológica.
Terra de ninguém.
______________
Em tempo, se você acha que não tem nada a ver com isso, acorde. Foi para você que escrevi.
Valter Caldana
Para quem acha que os ciclos curtos são uma grande novidade…
“As coisas durarão menos do que nós. Cada geração deverá fabricar sua própria cidade.”
Saint´Elia, 1914… 
Há uma velha máxima na academia que diz que muitos trabalhos trazem coisas novas e coisas boas. O problema é que as coisas boas não são novas e, por sua vez, as coisas novas não são boas.
O problema destes novos governos de direita é que os governantes que eles colocam lá ou são velhos despeitados ou são de uma geração que acha que não podemos. E que, se e quando podemos, não merecemos.
Então eles vendem, vendem, vendem, doam, emprestam, entregam pois, afinal, tudo isso – petróleo e refino, tecnologia agrícola, conhecimento estratégico, avião, navio, etc. – não temos condições de ter, não passam de pérolas aos porcos.
Valter Caldana
mas poderia ser também ler, estudar, entender
Num momento em que o planejamento e a capacidade de formular estratégias de ação transversais se tornam vitais para a sobrevivência da atividade econômica e o desenvolvimento humano;
Em que se deve trabalhar simultaneamente com a materialidade do uso do solo e da composição do território com a imaterialidade da conectividade plena e de seus novos e complexos fluxos estabelecidos;
Sempre a partir de bancos de dados cada vez mais complexos, mais precisos e mais acessíveis;
Qual a resposta liberal paulista e seu governador representante?
Fechar a EMPLASA e desmontar o sistema de produção de conhecimento, planejamento e inteligência do Estado…
Boa sorte, pois é dela que passaremos a depender.
Valter Caldana
Perdemos o diretor.
Fica a referência, permanece a lenda.
O fundamental na obra de Antunes Filho, creio, foi seu trabalho de base, de formulação, de formação.
Antunes formou não apenas gerações de atores, autores, diretores, técnicos…
Antunes formou uma geração de espectadores, de público, entre os quais me incluo, muito grato.
Obrigado!!!
Valter Caldana.