Novesfora, nada!

Estou quase pensando que novesfora o surto e a birra do Aécio, o oportunismo de setores liberais e o apetite e o servilismo de canalhas, que se somaram para nos colocar onde estamos, se tivéssemos esperado paciente e criticamente estes quatro anos desperdiçados passarem construindo propostas para o futuro, teríamos o mesmo quadro. Alkimin x Ciro.

Só que graças aos tresloucados e às doidivanas agora temos além disso uma crise política monumental, riscos à eleição, à Democracia, a gravíssima ridicularização dos três poderes, o escancaro de nossa fragilidade civilizatória e de caráter e uma baita crise econômica, quatro anos perdidos e reformas fundamentais e prioritárias como a trabalhista, a previdenciária, a tributária e a política queimadas em modelos anacrônicos, reacionários e ineficazes.

Ah! Claro. Temos os bancos faturando como nunca, como sempre. E o mundo rindo, se fazendo de solidário estupefato e se preparando para tirar uma lasquinha.

Bem vindo Jair.

Valter Caldana

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O ponto

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Estamos num ponto difícil do percurso.
Ficou indisfarçável que o problema está
entre a cadeira e o monitor.

Valter Caldana

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Fortes emoções

Ontem em aula estávamos discutindo a evolução do conceito de subdesenvolvimento nos últimos 50 anos. Terceiro-mundo, não alinhados, desequipados, em desenvolvimento, emergentes…

Mesmo diante de tantas definições, uma coisa que não se pode deixar de notar, no entanto, é que em qualquer delas estava claro que ao conceito de desenvolvido e subdesenvolvido sempre esteve ligada a superação, ou não, de deficiências elementares da vida em sociedade, em especial da vida urbana.

E, dizia eu, uma importante característica a ser observada hoje é o quanto os países centrais, EUA e Europa Ocidental, involuíram neste quadro desde o apogeu do welfare state no pós-guerra até hoje, com o instigante recrudescimento de deficiências graves em questões básicas como habitação e saúde, provocando a necessidade urgente de uma nova definição de subdesenvolvimento. E de desenvolvimento, claro.

Começa a ficar patente o nivelamento por baixo da qualidade de vida no ocidente. A poupança mundial, sempre tão bem capturada por poucos, aparentemente não é mais capaz de dar conta da manutenção do status quo a que nos habituamos servir no século XX.

Este século XXI promete fortes emoções…

Valter Caldana

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Anteontem e depois de amanhã

Quando se trabalha com projetos
algo importante que se aprende é que
o presente
não é
a medida de todas as coisas.

Valter Caldana

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Sugestão para o prefeito

ou como evitar que outra casa caia

Uma gestão se faz de erros e acertos. Lembrando inclusive que o que para alguns são acertos incontestes para outros podem ser erros irreparáveis ….

Mas se faz, também, de obviedades e bom senso. Por exemplo: a atabalhoada revisão do Zoneamento como colocada pela breve gestão que se foi não vai sair do papel. Todos já sabem. Virou letra morta.

Só que no seu ataúde estão duas ou três coisas que são fundamentais, urgentíssimas para a cidade e que poderiam, deveriam a meu ver, ser tratadas como leis complementares específicas que são: detalhar e melhorar a conta da cota ambiental, da cota parte e da cota de solidariedade definindo parâmetros de aplicação do fator de Zoneamento como instrumento de abatimento no valor da outorga, a Lei de escolas, hospitais e hotéis e a lei do retrofit.

Destas, todas urgentes numa cidade como a nossa e que teriam ocupado saudavelmente nossos edis nos últimos dois anos, destaco aqui hoje a Lei do retrofit, certamente a mais atrasada pois já se alerta para sua necessidade há mais, bem mais de dez anos.

Força prefeito. Dê uma bola dentro e envie para a Câmara o projeto do retrofit rápido e em separado.

Força vereadores. Esta é mole, é consenso fácil, é efeito imediato!!

Em ano de copa, é bola na rede, capisce?

Valter Caldana

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