Temerário governo

Me pego pensando…
O problema não é ser de direita, ser corrupto, ter entrado pela porta dos fundos, afinal tudo isso foi feito com o beneplácito e o apoio de parcela significativa da sociedade.
O problema deste temerário governo é o nível mesmo.

Valter Caldana

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Hai Kai (m.f.)

O problema destes julgamentos “pela História” é que quando sai a sentença o julgado já morreu…
Valter Caldana

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Onde está o dinheiro?

é brincadeira…
não, não é brincadeira.
Deu na Folha de hoje: o governo do estado quer privatizar 60% do metrô por estar sem dinheiro. Leia aqui.

Pois bem… O governo de São Paulo está sem dinheiro…
O dinheiro do governo federal sei mais ou menos onde foi: bolsa família, luz para todos, mcmv, mais um monte de programas sociais, bolsa dolar baixo, universidades espalhadas país afora, financiamentos a empresas privadas, bolsa juros baixos, bolsa empresário, prouni, fies, ciência sem fronteira, renúncia fiscal para setores escolhidos, investimentos em obras de infra estrutura discutíveis ou não, parte foi na copa, parte nas olimpíadas, parte nas emendas parlamentares, parte nos desvios e super faturamentos, parte nas propinas e parte no roubo puro e simples… uma parte na educação, outra na saúde e outra no custeio da imensa máquina de funcionários sérios, fantasmas e apaniguados. E aqui?

Valter Caldana

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Derrubando Jango, de novo?!

Numa iniciativa aparentemente progressista a Câmara dos Vereadores de São Paulo decidiu trocar o nome do Minhocão, de novo!

Recentemente haviam aprovado que ele se chamará Parque Minhocão enquanto estiver fechado aos automóveis, inaugurando o que se pode considerar a primeira via elevada esquizofrênica do mundo… De bipolar para cima! Duas personalidades em uma…
Dr. Jackyll and Mr. Hyde!!!

Agora, resolveram colocar o nome do Presidente João Goulart em substituição ao nome do Presidente Costa e Silva. Agora, quando estiver aberto aos automóveis (ou revogaram a Lei do mês passado?) ele levará o nome do Presidente deposto (foi golpe?).

Em minha opinião, talvez contra a corrente, colocar o nome de Jango no Minhocão não é uma homenagem, Por tudo o que significa o Minhocão na cidade e na História da cidade, acaba sendo uma provocação, das mais torpes e baratas. Além do mau gosto e pela péssima escolha, a meu ver chega a ser uma ofensa à memória de Jango e aos amantes da Democracia.

Merecedor de inúmeras homenagens, certamente temos outros locais da cidade que seriam mais apropriados para isso. Arrisco aqui, sem muito pensar, no lago do Ibirapuera.

Lamento discordar mas tirar nomes de logradouros não refaz a História.
Ao contrário, perdoa posto que apaga.
Quer ser consequente e fazer História?
Coloque a biografia do homenageado nas placas e informe ao mundo e ao futuro o que fizeram no passado.

Ah! E, sempre em tempo
Abaixo o minhocão!! A cidade para o cidadão!!!

Valter Caldana

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Despedida, um olhar.

Amigos e Amigas,

É com uma enorme felicidade que me despeço do cargo de Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Foram sete anos e meio de trabalho cotidianamente desafiador que por óbvio não teria sido possível sem o apoio e o envolvimento de cada um dos estudantes, professores, funcionários e, claro, da direção do Instituto e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

edifício Cristiano Stockler das Neves
Uma das infinitas lições que tive nesta passagem pela diretoria da faculdade é que se existem pessoas que dignificam cargos, o fato é que há cargos que dignificam pessoas e este é o meu caso. Nada do que eu possa ter feito em minha carreira profissional se equipara à honra de ter podido dirigir um curso de arquitetura e urbanismo centenário e uma faculdade septuagenária com a importância e o reconhecimento social da nossa, construídos ao longo destas décadas por tantos que nos precederam e nos trouxeram até aqui.

A felicidade do momento vem, naturalmente, de uma sensação de dever cumprido que só foi possível obter com trabalho em grupo, num sistema de gestão colegiada que contou nestes anos com a colaboração direta de mais de 20 coordenadores de área além dos participantes dos Conselhos de Curso e Núcleos Docente Estruturantes, também mais de uma vintena e, claro, os responsáveis por disciplinas, a quem agradeço especialmente pelo apoio, e com quem esta responsabilidade foi sempre compartilhada.

Esta felicidade se deve, ainda, ao apoio sempre crítico de toda a nossa comunidade, que se caracteriza, como gosto de dizer, por ser uma escola de diferentes e diferenças, nunca uma escola de iguais ou de pensamento único. Características estas que durante a gestão procurei valorizar e, acima de tudo, respeitar, em especial em momentos difíceis como a nota 2 no ENADE do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Trata-se de uma felicidade que se construiu, portanto, pelo trabalho coletivo realizado. Afinal, neste período em que pude estar à frente da diretoria as conquistas de nossa escola foram muitas, sendo que algumas delas julgo valer a pena registrar aqui, como a presença dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Design entre os dez melhores e os 15 melhores cursos nacionais, respectivamente, assim como o reconhecimento do curso de Arquitetura e Urbanismo como o melhor curso não público do Brasil.

Quanto às instalações, registre-se a reforma completa do prédio 09 com climatização, ampliação da biblioteca e uso completo do edifício para os cursos da faculdade. Tivemos também a triplicação dos laboratórios e a modernização de suas instalações e seus equipamentos e a ampliação de áreas na Maria Antônia.

Nos aspectos didáticos e pedagógicos temos a grade horária fixa nos dois cursos de graduação e a reforma plena de seus projetos pedagógicos, que hoje permitem a superação, no processo de ensino-aprendizagem, dos limites tradicionais impostos pelas disciplinas, pelas salas de aula e ateliês e pela própria relação professor-aluno.

Pela primeira vez no Brasil projetos pedagógicos apresentam, para o ensino de Arquitetura e Urbanismo e de Design, caminho de avanço com relação à última evolução havida neste campo, cinqüenta anos atrás, com a implantação dos ateliês. São projetos que têm no envolvimento pleno de professores e alunos com sua própria formação, na experimentação, na flexibilidade e na internacionalização suas peças estruturais.

A escola conquistou, também, um alto grau de participação nas atividades de pesquisa e extensão se tornando saudavelmente ativa no tocante à apresentação de projetos PIBIC e PIVIC e se tornando a cada dia mais presente na obtenção de fomentos de fundos como o Mack Pesquisa e outras agências nacionais e internacionais. Nosso índice de internacionalização aumentou fortemente e nossa inserção social como agente formador de opinião é significativa.

O programa de pós-graduação stricto sensu se consolidou e se ampliou com projetos importantes em Fortaleza e Porto Alegre e caminha a passos largos para o objetivo de obtenção de sua merecida nota 6,0.

Se é verdade que, em que pesem todas estas conquistas, e talvez até mesmo por conta delas, haja ainda muita coisa a fazer e por fazer, como por exemplo o plano de carreira de professores e funcionários, a evolução constante dos sistemas de ensino, a formação de pessoal, os cuidados crescentes com as instalações e a ampliação do lato sensu, cabe ainda registrar mais algumas conquistas deste período.

Deixo a diretoria especialmente feliz com o fato de termos nossos órgãos colegiados operantes e cada dia mais influentes na gestão dos cursos e programas, por contarmos com alunos especialmente brilhantes, um corpo de funcionários administrativos e técnicos que se desdobra em cem e por contarmos em nosso corpo docente com profissionais da mais alta qualidade, com grande prática profissional e inserção no mercado de trabalho. Isto sem falar de que hoje mais de dois terços de professores são contratados para se dedicar também à pesquisa e à extensão.

Por fim, registro com especial carinho a consolidação de nossa internacionalização, a criação da empresa júnior de design, a qualidade de nossa participação no ProUni, a retomada do prédio 10, que voltou a ser sede da Faculdade e a materialização de dois projetos acalentados durante anos: a recém autorizada liberação da necessidade do registro de frequência em sala de aula – o fim das listas de presença! – e a reabertura do curso noturno de Arquitetura e Urbanismo.

Enfim, esta carta de despedida se tornou longa. Mas, muito emocionado, deixo aqui um abraço forte, fraterno e de gratidão a todos os envolvidos nesta trajetória. E aproveito para desejar que o novo período que se inicia amanhã, sob o comando da Profa. Angélica, seja ainda mais profícuo, de muitas realizações e pleno de sucesso.

Valter Caldana

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