Constituinte Já! – V

A Folha de São Paulo publicou hoje o tamanho das bancadas privadas no Congresso Nacional. [leia a notícia]
Bancadas privadas são aquelas formadas por deputados e senadores eleitos com o financiamento, lícito e legal, de suas campanhas feitos por empresas ou grupos econômicos, todos eles com fortes e diretos interesses em decisões de governo.

É assustador. Algumas bancadas, como a do bife, a do bradesco e a do itau são maiores que as bancadas de vários partidos! Isto é uma distorção e uma perversão dramática do sistema político-parlamentar representativo.

Por isso a questão é

CONSTITUINTE INDEPENDENTE** JÁ!

Reforma política é pouco, demorou, já não basta.
A falsa polarização entre PT e PSDB, com o PMDB mandando, vem debilitando nossas relações políticas assustadoramente, é verdade.
Mas o que dizer do judiciário e do próprio executivo?
Precisamos de um novo pacto, de uma nova combinação.
Precisamos de uma nova Constituição.
A esta altura, qualquer modificação que se faça sem a participação plena da sociedade será incompleta e de legitimidade frágil.

** Constituinte Independente quer dizer que ela é uma Assembleia soberana, na qual os deputados constituintes se elegem para este fim específico – escrever uma nova Constituição – e que funciona de forma independente do Congresso Nacional.
E os Constituintes devem renunciar a qualquer mandato ou cargo público durante os trabalhos da Assembleia. (De preferência, poderiam também assumir uma quarentena após a promulgação da Carta…)

Valter Caldana

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MASP: 46 anos!

fonte: masp

Há 46 anos foi inaugurado o Prédio do MASP na Av. Paulista 1578. Do projeto à conclusão do prédio decorreram dez anos, e no dia 7 de novembro de 1968 foi inaugurada a nova sede oficial do MASP. O projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi foi um marco para a cidade de São Paulo e é até hoje referencia não só para os paulistanos, mas também para os visitantes de todas as partes do mundo. (fonte MASP)

Me lembro bem de de uma vinda a São Paulo e de um passeio na avenida paulista, ainda não alargada, quando uma prima mais velha me mostrou o que seria o novo museu… Era 1967/68.
Anos depois, viria a passar, ora sozinho, ora com alguns bons amigos e amigas, boa parte de minha adolescência (dos 14 aos 17) ali… entre o acervo, o sub solo e o vão livre.
Que privilégio morar na mesma cidade que tem o MASP, que tem a Lina…
Viva o MASP!

Valter Caldana

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Eleições no CAU: Obrigado!

Obrigado!!!!! a todos pelos votos que recebemos e que elegeram nosso querido Renato Nunes Conselheiro Federal por São Paulo.

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Agora, será lutar em plenário para que a vitória na eleição signifique também a conquista da direção do Conselho em São Paulo, para podermos implementar um programa que reafirme os motivos que nos levaram a lutar pelo Conselho.
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Interação com a sociedade na discussão dos grandes temas, participação ampla, fiscalização qualitativa do exercício profissional, desburocratização e informatização plena… enfim, o CAU que sonhamos, queremos e podemos fazer.
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Basta superar os antigos vícios clientelistas e ter vontade política e compromisso.

Valter Caldana

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Sobre o IPTU progressivo

Um pequeno passo para a Prefeitura,

um grande salto para a cidade e a cidadania.

A Prefeitura de São Paulo finalmente lança mão e coloca em prática o IPTU progressivo no tempo, instrumento legal de operacionalização de políticas públicas de desenvolvimento urbano de grande eficiência previsto em nossa legislação há mais de dez anos e que não é utilizado, em geral por falta de capacidade política de nossos prefeitos.

No momento a Prefeitura indicou apenas pouco mais de 70 imóveis não utilizados ou sub utilizados no centro de São Paulo. No entanto, o conceito constitucional de função social da propriedade, de onde vem o instrumento legal, é mais amplo e é sempre bom lembrar que São Paulo, assim como a maior parte das cidades brasileiras, têm uma somatória muito grande de áreas subutilizadas, chegando a números surpreendentes que vão acima dos 30, 35%.

Não acho muito razoável abrigar esta ocorrência – a existência de uma grade somatória de áreas subutilizadas – apenas sob o rótulo da famigerada especulação imobiliária. A esta altura da vida esta é uma explicação simplista demais diante das complexidades inerentes à produção da cidade capitalista contemporânea. Afinal, a própria falta de crédito, políticas públicas claras, desenho urbano de qualidade e capacidade de investimento dos pequenos poupadores (que em outros tempos construíram bairros inteiros como Pinheiros, Vila Madalena, Freguesia do Ó, Jabaquara, Parada Inglesa e outros) explica boa parte dos imóveis sub utilizados. A especulação, claro, explica a outra parte.

O que abordo aqui, no entanto, é que dado este primeiro passo, que tem um profundo caráter didático, é bom lembrar que países como França, Alemanha, Holanda, EUA e outros utilizam mecanismos semelhantes, só que em geral ainda mais severos e mais onerosos para o proprietário, a partir de um conceito mais específico que o da função social da propriedade, que é o conceito de utilidade pública (que já foi muito usado no Brasil décadas atrás e anda adormecido).

Nele o proprietário de um imóvel, mesmo utilizado, pode ser induzido legalmente (forçado?) a participar de um projeto de reurbanização ou de desenvolvimento urbano que tenha sido elaborado pelo poder público. Para os mais velhos, vale lembrar que toda a área que se tornou hoje a nova Faria Lima havia sido colocada em disponibilidade desde 1968, permitindo que mais de trinta anos depois o projeto de prolongamento da avenida e reurbanização da área fosse implementado com o auxílio dos CEPACs.

Vale dizer que, deste modo, equívocos como os cometidos no projeto Nova Luz e mesmo no Casa Paulista, que em última análise transferem para a iniciativa privada o direito de desapropriação e usam este instrumento, a desapropriação, como praticamente única forma de obtenção de área para sua implantação podem ser superados. Claro, desde que sempre acompanhados de bons projetos urbanos, desenvolvidos a partir de concursos públicos e utilizando metodologias que privilegiem os mecanismos de consulta à população.

Por isso a aplicação do IPTU progressivo no tempo é tão importante, por ter quebrado a inércia conceitual e jurídica a que nos submetemos nas últimas décadas de apagão urbanístico. Precisamos, portanto, aproveitar este momento de tomada de consciência da importância da cidade na qualidade de vida do cidadão para ampliar esta discussão com a sociedade e ampliar a utilização deste e de outros instrumentos já existentes e fartamente utilizados, com muita eficiência e bons resultados, em várias outras partes do mundo.

Ou seja, não há a necessidade de inventar a roda e nem de usar aparatos jurídicos incomensuráveis. Aplique-se a Lei, que se façam bons projetos e que se conquiste o apoio da sociedade.

Simples…

Valter Caldana

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E o PMDB, hein?

A pergunta é… até quando o PMDB vai conseguir se manter mimetizado à paisagem na cena política brasileira?

Quando é que aqueles que priorizam tirar o PT do governo a qualquer custo vão entender que quem governa o país profundo é a máquina administrativa e que a máquina administrativa é dominada pelo PMDB? E quando vão perceber que o vice presidente é do PMDB e que, em caso de queda da Presidenta Dilma quem assume é ele?

Todo mundo esquece que eles estão neste governo, estiveram nos governos Lula,  estavam nos governos FHC, no governo Itamar, no governo Sarney… E que já tinha gente sentando no colo da Marina quando ela estava bem nas pesquisas… Vale lembrar que o ministro da Justiça do FHC era o atual presidente do senado, que é do PMDB… E que o nível de desgaste das alianças pela governabilidade no segundo mandato custaram o terceiro mandato do PSDB. Serra que o diga.

Ah… e (já) não estavam no governo Collor (que os havia defenestrado) quando ele caiu, se não me engano por que ele comprou uma perua Elba… é isso?

Por isso, insisto sempre que posso: Constituinte Independente, Já!

Para lembrar…

Valter Caldana

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