posturas urbanas

Definitivamente, na cidade, todo mundo quer a feira-livre.
Desde que seja na rua de cima…

Posted in cotidiano | Tagged | Leave a comment

Indefesos

Está no Senado, DE NOVO, projeto de Lei que incorpora a contratação via rápida, sem projeto, de obras públicas. É a morte. A corrupção deixará de ser um problema, ficaremos com saudades dela tamanha vai ser a desfaçatez e a sem cerimônia com que o dinheiro público será consumido nestas obras.
O projeto é o único meio que a sociedade tem de controlar os gastos, a qualidade e a segurança de uma obra. Então acabemos com ele!
Assustador…

Posted in cotidiano | Tagged , , , , , | Leave a comment

Constituinte Já IV

Vivemos tempos assustadores para a República.
Os aparatos jurídico e policial dando claros sinais de fadiga, o sistema político desabado, a imprensa comprometida já sem saber sequer com o quê…
E não é em função deste ou daquele governo como muitos por aqui na minha lista estão insistindo, até por que a política de alianças absurdas, espúrias e inexplicáveis os iguala a todos perigosamente.
Por isso insisto: é chegada a hora de uma CONSTITUINTE, exclusiva, livre e soberana, desvinculada de partidos e do Congresso Nacional, de preferência com quarentena para os deputados que dela participarem.
É simples, quando não se sabe mais o que fazer, chama o povo!

Posted in cotidiano | Tagged , , , | Leave a comment

construir o futuro não é só superar déficits

Nossas políticas de desenvolvimento correm atrás dos déficits, mas, ainda que necessária, essa nem sempre é a forma mais adequada ou produtiva de lidar com os problemas. Por isso, precisamos agora olhar para frente e, finalmente, planejar.
Se não definirmos o que nós queremos de nós mesmos neste século, e planejarmos nossa ação, correremos o risco de andar para trás.
Este é o caso, por exemplo, do Programa Minha Casa Minha Vida.
Um programa brilhante enquanto engenharia financeira e de gestão, que cavou verbas e sistemas de financiamento bastante  inovadores na administração pública e que combateu com grande velocidade um déficit acumulado durante décadas, quase um século, fez 1.750.000 unidades e já contratou outras 1.750.000.
No entanto, indo para sua terceira versão, não se justifica mais que a questão urbana e a qualidade dos projetos não sejam colocados como protagonistas deste processo.
Não há no programa, ainda que isso já tenha sido fartamente estudado por agentes independentes, universidades e até pelo próprio ministério, elementos que garantam a mínima qualidade dos projetos a serem implantados.
Mesmo o Selo Azul da Caixa vem se mostrando insuficiente e, infelizmente, respeitá-lo não é obrigatório. Fica a critério da construtora. Assim como a própria remuneração dos projetos de engenharia, arquitetura, urbanismo e instalações.
Para se ter uma ideia, o chamado “projeto social”, de importância capital para a adequada ocupação dos imóveis construídos, tem verba pré-definida na operação de 3% do valor total do empreendimento. Já os projetos de implantação não têm verba, ficam ao sabor dos ajustes e economias feitos pelas construtoras.
Exigir e exercitar qualidade de projeto, em qualquer área, é imprescindível para construir o futuro.
Valter Caldana
________
Sobre o tema desenvolvimento, segue artigo interessante publicado na revista Mackenzie.
Posted in cotidiano | Tagged , , , , , , | Leave a comment

Minhocão – derrubar é preciso – 2

ABAIXO O MINHOCÃO, A CIDADE PARA O CIDADÃO!

Graças a um questionamento de meu amigo Maurício Bussab acho que consegui organizar melhor algumas ideias sobre o minhocão e por que a urgência de derrubá-lo.

No post anterior escrevi: Fazer parque no Minhocão é apenas ADIAR a solução do grave problema que ele representa: segrega e desarticula o centro da cidade, transformando a capital e a região metropolitana num organismo ferido e acéfalo.
Fazer parque é gastar duas vezes, é criar mais um problema para a cidade, sem solucionar nenhum outro.

Só um reparo… Soluciona um problema sim: cria um espaço publico de lazer que o centro precisa.” (M.B.)

É aí que me ocorre que o problema da alternativa parque linear suspenso, cópia em pequena escala do Highline Park de New York, é que aqui ele não criará este espaço público de lazer tão desejado pela cidade.

Este uso transitório do domingo que temos hoje não pode ser levado em consideração, exatamente por ser transitório. Não se assemelha a um espaço público permanente e qualificador da cidade. Temos vários exemplos destes equívocos na cidade. A própria praça Roosevelt, apoteose do minhocão, nos ensinou isto antes da reforma radical por que passou. E, mesmo agora, ainda se ressente de sua origem e da vizinhança incômoda da velha minhoca.

E, para piorar, o problema do minhocão não está sobre ele, nem mesmo ao lado dele, acima da pista.
Este é o problema mais fácil de resolver e nunca resolveram por falta de vontade política, desmazelo ou por que talvez nunca tenha sido realmente prioritário na visão do extrativismo urbano que nos cotaminou nestes 40 anos de apagão urbanístico (1972/2012).

Neste sentido, o mehor projeto de reaproveitamento da estrutura que tenho notícia foi feito pelo Arquiteto Pitanga do Amparo no final da década de 1980 (?). Envolvia o elevado e os prédios do entorno, recriando uma cidade tridimnsional bastante interessante.

Mas o fato é que acredito que o problema do minhocão está sob, embaixo da estrutura, e em toda a zona de degradação que ele provoca, a sul e a norte, de aproximadamente 1km de largura por toda sua extensão.

O grande espaço público que precisamos resgatar para a cidade e o cidadão são as avenidas São João e a Amaral Gurgel e todo seu entorno, + ou – 2.500.000 m2 (dois milhões e quintos mil metros quadrados), sem falar no centro como um todo.

Temos ali, ao longo do minhocão, espaços de grande qualidade real e potencial como o Largo Padre Péricles, a Praça Marechal Deodoro, o Largo Santa Cecília, o entroncamento da Frederico Steidel com a São João e a Duque de caxias (e Largo do Arouche, ao lado) e, claro, a Roosevelt e Igreja da Consolação….

Por isso, entre outras, é que a solução é a derrubada.

ABAIXO O MINHOCÃO, A CIDADE PARA O CIDADÃO!

Mas o melhor disto tudo é que, definitivamente, estamos discutindo a cidade cotidianamente, coletivamente.

Finalmente!

:o )

Valter Caldana

Posted in cotidiano | Tagged , , , , , | Leave a comment