Zoneamento de roupa nova

O Zoneamento de São Paulo vai ganhar roupa nova.
Só que da loja de coleções passadas…

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“Para obter essas respostas, não basta uma lei: é preciso abrir os olhos, os corações e perceber que é chegada a hora de abrir mão de parcela do paulistano´s way of life, fantasia criada na década de 70 e que de fato nunca se realizou. A superação do impasse paulistano exige espírito público e a compreensão de que avançar custa esforço e sacrifício. Por isso, que se resgate o espírito de união para a construção de uma cidade contemporânea, compacta, acessível, justa, dinâmica, descentralizada, inclusiva e bela.”

Valter Caldana

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São Paulo 2016

Uma pequena análise da cidade na virada do ano, publicada em dezembro no estadão…

leia o texto aqui

Valter Caldana

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Design, Pesquisa e Desenvolvimento.

Adoro este tipo de solução. Meu pedaço designer vibra com a inventividade, sobretudo com a tridimensionalidade da invenção.
Uma das primeiras vezes que vi um projeto desta natureza foi nos primeiros anos da faculdade, numa das dezenas de disciplinas, feito por um colega chamado Sandro Tonso. Todas as paredes eram móveis, a la japonaise e tinha móveis especiais.

Há estudos de pedagogos que demonstram que a existência de um local de estudo na casa, por menor e mais simbólico que seja, aumenta o rendimento escolar das crianças.


Há anos insistimos que não há solução de Habitação de Interesse Social incentivada ou de mercado imobiliário que não passe por soluções de Design Inteligente que, obviamente, não pode se confundir com linha de crédito nas casas Bahia.

Quando me agasto com o fato de que nossos industriais são acomodados, não investem nem mesmo para ganhar dinheiro, me refiro a coisas deste tipo: em oito anos o governo federal despejou mais de 100.000.000.000 no minha casa minha vida.

Por que não houve um único fabricante de móveis investindo um centavo em pesquisa e desenvolvimento de produtos adequados ao programa? Por que nunca procuraram a escola? (Para fazer justiça, a Bartira procurou e fizemos um concurso).

Será que é o Estado que tem que pensar nisso também (?!) nesta nossa eterna esquizofrenia de querer o Estado Mínimo de manhã, o estado pai no almoço, o Estado mãe na janta e o Estado Prostituta de madrugada…

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Pólis: Política e Polícia

O estadão traz uma entrevista muito boa do Luiz Eduardo Soares sobre organização policial e segurança. (leia aqui)

Assunto complicado, que é indelevelmente ligado à construção da nossa fragilíssima cidadania.

Se tomarmos em conta a organização, o preparo e sobretudo a atuação das GCM – Guardas Civis Municipais (Metropolitana, no caso de São Paulo, nunca entendi bem) o que se pode ver é uma absurda militarização de seus métodos e atitudes. No caso paulistano, veja os uniformes, os equipamentos, a pintura dos veículos, a atitude da guarda.

Guarda-civil, aquele que era um agente público da ordem, um vigilante patrimonial, que era um educador, que ia às escolas conversar conosco, que estava na frente da escola perguntando o que é que o pipoqueiro estava vendendo, que sorria e era cumprimentado pelo cidadão (pasmem mais jovens, isso existiu e não faz tanto tempo assim!) estamos longe de ter.

O que temos é uma militarização disfarçada, onde se confunde “militar” com “ações violentas e desproporcionais contra o cidadão”. Porrada mesmo. Outro grande equívoco. A força militar do Estado não existe só para dar porrada. E, vale lembrar, a tropa dá a porrada que o comando assente, pois é disciplinada.

O que se discute, na prática, quando se fala em desmilitarização, smj, é quem vai julgar o policial que comete falta. Um tribunal militar, corporativo, ou um tribunal civil, a priori não corporativo. Neste caso, já presenciamos de tudo: tribunais civis extremamente corporativos e tribunais militares extremamente rigorosos com a conduta dos seus.

Será a nossa sociedade capaz de montar uma polícia republicana, inteligente, cidadã, bem treinada, bem remunerada, bem equipada, forte e consciente de sua função social? Isso interessa realmente a uma sociedade que convive e apóia a violência policial como política pública e como estratégia de combate à violência, que permite e reproduz a criminalização da pobreza e que, docemente constrangida, tolera os extermínios, as torturas e as chacinas?

Enfim, qual a saída?

Valter Caldana

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Inundou? Vai inundar de novo.

Existem algumas poucas certezas na vida. A morte é uma delas. A outra é que chove, e muito, em São Paulo de dezembro a março, em especial em janeiro.

Bem, para a morte não há solução. E para as chuvas de verão? Também não. Elas vão acontecer, são inexoráveis.

Assim sendo, fica aqui um registro para quem ainda não entendeu por que São Paulo inunda e vai continuar inundando (e tendo congestionamentos). Basta olhar estas fotos.

Sem uma alteração radical (de raiz), estrutural (de estrutura), legal (de Lei, marco regulatório) e econômica (do quê, de onde, de como se ganha dinheiro na e com a cidade) tudo será como vem sendo há décadas… ações tópicas e corretivas e não ações preventivas e produtivas.

Por isso o Plano Diretor, no fundo, é tímido e a LPUOS (Zoneamento) é arcaica. Por isso a campanha eleitoral tem que começar qualificada, municipalizada, radicalizada.

Valter Caldana

foto 1 – marginal pinheiros altura do jaguaré
foto 2 – clube pinheiros, antes da retificação
fonte – www.estadao.com.br / www.google.com

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