CONSTITUINTE JÁ II

Então…

Enquanto os “cumpanhêro” do PSDB fazem o que não sabem, ou seja, oposição sistemática, sem proposta e caluniosa, e os “amigos” do PT, por sua vez, também tentam fazer o que não sabem, ou seja, governar mantendo alianças instáveis sem fagocitar os aliados, o PMDB governa o Brasil (profundo) e nada de braçadas na esplanada.
E, finalmente, vai realizando o sonho brasileiro… de sermos governados por um Blocão!
(Que já foi mingau, que já foi centrão)

Enfim…

O judiciário acuado pela mídia, sucumbindo ao espetáculo…
O legislativo querendo distribuir verbas (mais uma jabuticaba de nossa política)
O executivo loteado e chantageado pelo legislativo…
Será que isto é crise institucional ou não?
Será que isto é função de uma Constituição que nasceu parlamentarista e se graduou presidencialista, ou não?
Será que isto é fruto de uma Constituição que nasceu descentralizadora e federativa mas consagrou um sistema de governo e tributário centralizador e despótico?
Estamos velhos mas ainda temos memória e lembramos de como as coisas aconteceram naquela transição… já lá se vão 25 anos!
Meus alunos têm menos do que isso!

Hora de chamar o povo.
Constituinte já!

Valter Caldana

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Blocão no governo, ou uma Constituinte Já!

Enquanto os “cumpanhêro” do PSDB fazem o que não sabem, ou seja, oposição sistemática, sem proposta e caluniosa, e os amigos do PT, por sua vez, também tentam fazer o que não sabem, ou seja, governar mantendo alianças instáveis sem fagocitar os aliados, o PMDB governa o Brasil (profundo) e nada de braçadas na esplanada.
E, finalmente, vai realizando o sonho brasileiro… de sermos governados por um Blocão!
(Que já foi mingau, que já foi centrão)

Constituinte Já…

Valter Caldana

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longo curso, longo prazo

Notícia interessante que confirma muito do que se vem dizendo…
O sistema funciona melhor para as viagens de menor percurso e está em completo colapso para a viagens de longo percurso.
Moral da história, perversa como sempre….
É mais fácil para a população que mora do lado de cá dos rios elevar o índice de de utilização dos modais coletivos e/ou de baixo impacto (a pé, bicicleta, taxi, ônibus, vlt – puxa, este esqueceram de fazer – e metrô) do que para a população que mora mais distante, além rios, e que depende de percursos de longo curso.
Para estes as coisas continuam ainda muito difíceis e a única solução real está ligada ao uso e ocupação do solo, ao zoneamento, ao desenvolvimento econômico e à descentralização, não apenas ao sistema de transportes.

Valter Caldana

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No tempo da ditadura

por MARCELO RUBENS PAIVA – O Estado de S.Paulo – 07/03

“Como é que a gente faz hoje quando entra num táxi e o motorista diz que tempos bons eram os da ditadura?”, me perguntou o amigo Nirlando Beirão. Diz que:

No tempo da ditadura, a gente não podia escrever sobre o tempo da ditadura, nem qualificar o regime como uma ditadura. No tempo da ditadura, em vez de uma análise crítica sobre a ditadura, digo regime, neste espaço teria um poema de Camões ou uma receita de bolo, pois seria censurada.

Todo mundo que era contra a ditadura era comunista. Todos se tornaram suspeitos, subversivos em potencial. E muitos que, em 1964, conspiraram com os militares, na missão de impedir que comunistas tomassem o poder, e o Brasil se transformasse numa diabólica ditadura do proletário, perceberam a manobra e foram depois acusados de ligações com comunistas.

No primeiro ato da ditadura, o AI-1 (Ato Institucional Número 1), baixado pela Junta Militar em 9 de abril de 1964, cassaram os opositores dos comunistas, os trabalhistas: João Goulart, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, parte da bancada do PTB, partido fundado por Getúlio Vargas, como Almino Afonso e meu pai, Jânio Quadros, Miguel Arraes, o deputado católico Plínio de Arruda Sampaio, o economista Celso Furtado, o jornalista Samuel Weiner, até o presidente da Petrobrás, marechal Osvino Alves. Nenhum deles era comunista.

Entre outros cassados, estavam membros da corporação que mais perseguições sofreu durante a ditadura: os próprios militares, como o general de brigada Assis Brasil, o chefe do Gabinete Militar Luís Tavares da Cunha Melo e os almirantes Cândido de Aragão e Araújo Suzano. Milhares de oficiais foram expulsos das Forças Armadas durante a ditadura.

Bem antes ditadura, o PCB (Partido Comunista do Brasil) já era ilegal, e seus líderes, eles, sim, comunistas, viviam na clandestinidade. A intenção do Golpe de 64 era impedir o avanço comunista no Brasil e restaurar a democracia em dois anos. Não demorou muito, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, candidato à reeleição, foi cassado acusado de corrupção e colaborar com comunistas.

No primeiro teste eleitoral, em 1965, não foram eleitos os candidatos dos militares em Minas Gerais e Guanabara. Baixaram o AI-2 (Ato Institucional Número Dois). Partidos políticos foram extintos. Poder Judiciário sofreu intervenção. Foram reabertos processos de cassação. Carlos Lacerda, então aliado, dormiu conspirador e acordou subversivo.

O novo partido da situação, Arena, não engrenava. Iria ser derrotado nos Estados mais populosos. A paciência dos militares se esgotou: o AI-3 foi baixado em 1966, determinando que eleição de governadores seria indireta, executada por colégios eleitorais, e prefeitos das capitais, estâncias e cidades de segurança nacional seriam nomeados.

O AI-4, de 1966, revogou definitivamente a Constituição de 1946 e proclamou outra. O AI-5, de 1968, suspendeu as garantias constitucionais da Constituição que tinham acabado de promulgar. Despachos da Presidência de República passaram a valer mais que leis. Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras dos Vereadores foram fechados por um ano. O presidente podia decretar intervenção de Estados e Municípios. Estavam proibidas atividades e manifestação de natureza política e suspenso o direito de habeas corpus.

Finalmente, parte da sociedade civil que apoiou o Golpe percebeu que militares não sabiam negociar nem ser contrariados. Não têm intimidades com jogo político. Na essência, não praticam a democracia: obedecem sem questionar a um comando, uma hierarquia imposta de cima para baixo.

Foram acusados de comunistas os subversivos dom Elder Câmara, dom Pedro Casaldáliga e dom Paulo Evaristo Arns, que se encontrara em 1964 em Três Rios com tropas do general Olímpio Mourão Filho, deflagrador do Golpe, para oferecer assistência religiosa.

Nos tempos da ditadura, não se discutiam os grandes investimentos. Militares construíram uma usina nuclear com tecnologia obsoleta, numa região de difícil evacuação, e duas estradas paralelas ao Rio Amazonas, a Transamazônica e a Perimetral Norte, que foram tomadas pela floresta anos depois, devastando nações indígenas. Estatizaram companhias telefônicas e de energia. Colaboraram para o desmantelamento da malha ferroviária brasileira.

Editores de livros, como Ênio da Silveira, foram presos. Jornalistas, como toda a redação do Pasquim, entre eles, Paulo Francis, foram presos. Até um escritor no início simpático ao Golpe, como Rubem Fonseca, foi censurado. Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos e expulsos do Brasil. Raul Seixas foi convidado a se retirar, depois de ironizar o regime com “sou a mosca que pousou na sua sopa”. Chico Buarque se exilou. Teatros foram depredados, atores espancados. Parte da classe teatral, como Zé Celso e Boal, foi embora. Glauber Rocha também se mandou.

O contrabando e o jogo do bicho se associaram a agentes da repressão e se fortaleceram. O crime organizado nasceu. A promiscuidade entre polícia e bandido, tema do filme Lúcio Flávio (Babenco), se consolidou na ditadura, que promoveu e anistiou depois torturadores. O Comando Vermelho surgiu num presídio da ditadura.

Ao terminar em março de 1985, a ditadura deixou uma inflação que virou hiper (a acumulada de 1984 foi de 223,90%), uma moeda desvalorizada (um dólar valia 4.160 cruzeiros), uma dívida externa que nos levou à moratória (FMI suspendeu em fevereiro de 1985 o crédito ao Brasil, que não cumpria as metas depois de sete tentativas). Outra herança: desmantelamento do ensino público.

O Brasil é governado há 20 anos por três subversivos acusados de comunistas pela ditadura: FHC, ex-professor da USP cassado e exilado, Lula, sindicalista cassado e preso, e Dilma, terrorista acusada de liderar uma organização clandestina que praticava a luta armada. Líderes do antigo PCB fundaram o PPS. Todos estão na legalidade e participam da vida democrática, como o PCB e seu racha, o PCdoB, parte da base aliada.

O Brasil talvez tenha sido vítima de uma das maiores farsas da História: nunca correu o risco de virar comunista.

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Micro Veículo Urbano de carga e passageiro

Considerado o tamanho da frota de taxis no Brasil, e considerando que a população está definitivamente despertando para as questões urbanas, será que não seria interessante o projeto e a produção de um micro veículo urbano por aqui?

Dariam conta adequadamente da transição entre o colapso de hoje e a nova estrutura urbana de daqui a dez ou quinze anos. Poderiam ser elétricos (energia cinética + energia solar), e ter um dos modelos cambiável por toda a cidade.

Idéia antiga, mas que agora dá para executar.

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