20 anos!!!

20 anos é uma insanidade!!

Diante desta brutalidade, o resto é ainda pior. Mesmo que seja bom.
O modelo de baldeações múltiplas é o remédio certo na hora errada. Já não adianta mais… ele teria sido bom se implantado 15 ou 20 anos atrás. Já não foi…
Não é hora de tirar o atraso, era hora de projetar o futuro.
Tecnologia moderna não é colocar saída USB no banco… é controlar o fluxo nos corredores … é usar veículos adequados, é usar trilhos no chão…
Ah! Xapralá…
Esta licitação é uma bola de neve que embrulha desde boas intenções técnicas e políticas até erros grosseiros passando por equívocos e excesso de corporativismo.
Sem querer entrar no mérito de cada detalhe ou minúcia, o que destrói liminarmente qualquer esperança de avanço é o prazo de concessão.
Se não há condições políticas para grandes avanços técnicos, por que insistir neste prazo absurdo?

Valter Caldana

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Inteligente ou esperto?

Com a evolução do termo e do conceito por trás dele, continua valendo a dúvida: seria ‘smart’ uma cidade controlável por algoritmos, softwares e aplicativos e ‘intelligent’ uma cidade (e uma sociedade) que provê “casa, comida e roupa lavada”?

Pense aí…

:-) :-) :-)

Valter Caldana

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Mínimo?

Fique atento.
O antônimo de forte não é mínimo .

É fraco!

Valter Caldana

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Dar cabeçadas em muros

Um hábito paulistano
ou de como jogar as joias da coroa com a água da bacia

O que um vidro quebrado tem a ver com a privatização do Anhembi?

Mais uma vez assistimos a manifestação da incapacidade que desenvolvemos de discutir o cerne do problema substituindo-o por questões periféricas, perfunctórias.

Prova disso é o debate havido em torno da substituição do muro de alvenaria cinza da USP na marginal por um muro de vidro que não durou duas semanas. Este debate, na realidade, não é sobre o muro. É sobre as marginais!

Uma das obras prioritárias para São Paulo, de máxima urgência, é a conversão das marginais de auto-estrada e via expressa em avenida urbana.

Além de resgatar os rios do ponto de vista ambiental, esta ação possibilitará a reestruturação paisagística da cidade com influência direta na qualidade de vida material e imaterial do cidadão.

Não bastasse isso, cônscio de que nossa sociedade de bem tem o hábito de ridicularizar argumentos como os que dei acima por considerá-los idealistas, fantasiosos ou, bem pior, acadêmicos, lembro que um bom motivo para transformar as marginais em avenidas é a transformação de suas margens, não as dos rios, as outras duas, em cidade!

Ou seja, é sua transformação em apartamentos, casas, lojas, restaurantes, escritórios, praças, escolas, hospitais, delegacias de polícia… dá até para fazer presídios também, como já fizeram (kkkk, como a gente sofre). Dá para fazer até estacionamentos, espaço público tão ao gosto de parcela significativa dos ‘formadores de opinião’…

Quer dizer… urbanizar as marginais, torná-las urbanas, significa disponibilizar milhões e milhões, centenas deles, de metros quadrados para o setor da construção civil e mercado imobiliário trabalharem.

Isso significa ofertar terra abundante, melhor caminho para baixar o preço médio da terra na cidade. E todos sabemos que o preço da terra elevado é o foco da infecção, o ponto de partida de todos os problemas estruturais que a metrópole vive.

Isto porque o elevado preço da terra induz o uso do solo, que o retroalimenta e por sua vez produz a cidade segregada, cara, injusta e…. congestionada (agora se sensibilizou, né?) em que vivemos!

Assim sendo, dada a prioridade de lapidação deste verdadeiro tesouro ainda bruto que a cidade possui e que é a sua redenção ao longo do século XXI, sua possibilidade de se manter enquanto metrópole mundial elevando sua qualidade de vida e suas condições de negócios é preciso entender que vender o terreno do Anhembi é um mal negócio no curto prazo e uma enorme insanidade no médio e no longo prazos.

De toda a orla das marginais o Anhembi é o ponto central. É o elemento articulador de toda a estruturação de fluxos metropolitanos. Vamos lá… elemento articulador da produção de riqueza, grana, verdinha, bufunfa, ‘money’, do bom… capisce?

Se considerada a área acompanhada do aeroporto (desativado) de um lado e do conjunto parque do gato, esportes radicais e clube Tietê do outro, trata-se da nova centralidade metropolitana. É o centro da cidade do século XXI. Que organizará toda a ocupação da orla e suas centenas de milhões de metros quadrados de cidade nova.

Por isso debater a privatização do Anhembi é tão importante quanto a pedra, ou o tiro, ou a cabeçada que deram no muro da USP… Não deixe de ir. É da cidade do século XXI que se trata. Não… é do futuro de sua família que se trata… Não! É do seu presente e da sua grana que se trata, cabeçudo!

Valter Caldana

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Sugestão para o Prefeito, o novo

Faço uma sugestão aos amigos da lista e, quem sabe, ao próprio prefeito, o novo (que não está na lista): se tiverem um tempo, deem uma olhada no que está acontecendo na Rebouças/Eusébio Matoso. Prestem atenção na velocidade com que quarteirões inteiros estão sendo demolidos e vejam a dimensão e a natureza dos lançamentos.

Notem que o que se vê lá é apenas uma demonstração macroscópica do quão açodada e mal articulada é esta revisão da Lei de Zoneamento / PDE exigida pelo ex alcaide, o breve.

E de como é balela esta conversa de que São Paulo é uma cidade não planejada e “incontrolável”.

VIVA SÃO PAULO!

Valter Caldana

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