Escola ou candidato?

Escola sem partido…

De que estamos falando aqui realmente?
Proselitismo ou algo ainda pior, tentativas de cooptação e recrutamento da juventude para as trevas da militância e do pensamento de esquerda?
Bem, a julgar pelos resultados obtidos por este exército de professores de história e geografia nas últimas eleições fora eu de direita dar-lhes-ia um agradecimento com menção em prontuário…
Seja como for, que tal criar o taxista sem partido?
Ou o balconista de padoca sem partido e, claro, imprescindível, o jornalista, o juiz e o promotor sem partido?
De minha parte, no momento, só defendo que possamos ter candidatos sem partido. Vamos bater chapa com a canalha!!!

Valter Caldana

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A culpa é do mordomo, da estuprada ou do prof. de História?

Meus caros, fiquem atentos a si mesmos: a simples aceitação da hipótese de que um professor possa ter sua liberdade de cátedra questionada equivale a dizer, para ficarmos em outro assunto de momento, que a culpa é da estuprada…

Faço sempre a mesma pergunta: estes meninos nunca foram à escola? Se foram, quem foram seus professores? E, olha, apesar deles, eles saíram assim…

Esta conversa de que professor é tudo de esquerda me faz doer ouvidos… primeiro por que me parece que, a título de exemplo, os 80% de votos (diretos e indiretos) que a direita amplo senso teve nas últimas eleições deve ter incluído um sem número de professores…

Ou todos os professores das redes municipal e estadual votaram no Haddad e na Erundina e todos os demais profissionais votaram no Dória, no Celso e na Marta?

Me dói também pelo fato que desde os sete anos de idade fui aluno de padres alemães, fui aluno de delegado do DEOPS, fui aluno de informante, fui aluno de oficial da PM, fui aluno de professores que dedicaram a sua vida pelo magistério e fui aluno de comunistas de carteirinha (sim, mostravam a carteirinha)… e?!

Não culpo nenhum deles pelo que sou, apenas agradeço.
Sem contar o sem número de amigos new right que tenho que foram alunos do Charboneau, do Chacon, do Severino, do João Ribeiro… OU seja, ou eles eram péssimos professores ou meus amigos são uns completos imbecis pois não teriam aprendido nada com os “mestres”…

Por fim, fica aqui um ditado (japonês?) se na juventude você não for comunista, você não tem alma… Se na maturidade você não for um verdadeiro democrata, você não tem cérebro. (ou algo parecido com isso)

E, depois do “por fim”, acrescento que se o prefeito se assume numa sinuca de bico, ele está explodindo uma ponte, fechando portas e cavando um enorme buraco para quem quer ir, acelerado, tão longe…

Valter Caldana

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Entre o que e o quem

Deixando um pouco mais claro o título do post…

Se há que se assumir o que e quem se quer, por óbvio que se deve assumir o que e quem não se quer…
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E, se se quer todos sinceramente, explicitar quais os meios e qual a cota de contribuição que cada segmento da sociedade está disponibilizando de fato para conseguir o intento. Quem vai, como e até aonde na desestabilização de sua própria zona de conforto ainda que esta esteja desconfortável?
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Ou seja, discursos pálidos, diáfanos, bucólicos ou cheios de misericórdia e criancinhas nórdicas felizes brincando na água limpa em praça pública já não bastam. Mas apenas latir também não.
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Evoluímos muito, mas muito mesmo nos últimos anos no diálogo sobre a cidade com a sociedade, com os seus agentes produtores políticos e econômicos sobre os modelos de desenvolvimento urbano.
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Mas o mais importante é que este debate vem da periferia para o centro, é um debate central no seio da própria sociedade, não de nossa corporação, vide bienal de 2011 e jornadas de 2013.
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Mas é chegada a hora de dar um paço e um passo adiante. Colocar mais cartas na mesa. Explicitar ainda mais as posições.

Ao dizer que devemos assumir quem não queremos na cidade não quer dizer que necessariamente não se queira alguém.
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Mas, afirma que, sim, se esta preliminar não for satisfeita, expressar quem não se queira ou que não se queira alguém, de nada adianta expressar qual cidade se quer.
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Daí a referência à crianças nórdicas brincando nas águas límpidas da praça pública (Anhangabaú) ou mesmo a pergunta sobre quão inclusivo é, de fato, o parque minhocão, ambiente que, se construído, será fechado.
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Você, como eu, sabe bem que as verdadeiras barreiras urbanas são invisíveis e, em geral, intransponíveis.
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Uma reflexão: nunca a sociedade esteve tão pré disposta a nos ouvir (arquitetos e urbanistas à frente, pensadores sobre a cidade em geral) como desejamos e lutamos anos para que acontecesse.

Temos o que falar?

Valter Caldana

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Silêncio de inocentes?

MEC acaba com o Ciências sem Fronteiras

(leia a notícia)

Não me assusta este governo acabar com um dos mais importantes programas na área de ensino de graduação que conheci em trinta anos de trabalho. Me assusta o silêncio sepulcral dos estudantes.

Dos que foram, taxados de parasitas e aproveitadores, e dos que iriam…
E me faz graça alguém ainda achar que as milhões de merendas a que se refere o ministro serão mesmo distribuídas.
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Agora, o que é importante observar na matéria é a argumentação. A imbecilidade desta nem se lhe impute ao ministro pois é tipicamente brasileira e ele está sendo apenas um seu porta voz.
O programa é ruim por que os estudantes não falam inglês… então, acabe com o programa. Típico.
Agora, usar parte do recurso para preparar o aluno antes da ida e organizar melhor sua volta, nem pensar. Dá trabalho…
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Quem tem vocação para latrina nunca chegará a ser um vaso.

Valter Caldana

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Constituinte Já!

Só um detalhe…
Defender uma Assembleia Nacional Constituinte que seja extra congressual, ou seja, eleita para este fim específico, com deputados eleitos sem necessária vinculação partidária, sem acúmulo de cargos e funções (qualquer um que tenha cargo ou função pública, de qualquer natureza, deve renunciar para poder ser constituinte), com quarentena pós promulgação (qualquer um que tenha sido constituinte deverá ficar um período, 5, 8, 10 anos sem poder exercer cargo ou função pública), com consultas populares intermediárias e referendum final não é nem sonho nem é desmerecer o trabalho fantástico que nos legou a Constituição de 1988, obra de muitos, em especial das articulações impensáveis de Ulisses e da incansável sistematização de Covas.

Valter Caldana

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