pequenas reflexões

da série livre pensar é só pensar (m.f.)
e se o monte de pessoas que diz que foi à paulista no domingo 13 não contra um partido específico mas sim pela moralidade na política e o outro monte de pessoas que diz que foi na sexta 18 não a favor de um partido mas sim pela Democracia (o que também inclui a moralidade na política) se unissem numa grande manifestação pela moralidade na política e pela Democracia?
hummm
Acho que não rola…

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A cada novo lance fica mais claro que as ações desesperadas pela saída de Dilma se confundem com uma necessidade incontrolável destes alguns de se fazer um acordão, que a presença dela, incompetente para a política, per si, impede.

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A inteligência política de Zé Dirceu é farta e publicamente conhecida.
Por outro lado, não posso crer que o jovem Odebrecht seja apenas um despreparado filhinho de papai.
Será que vão escrever um livro contando este período juntos? Conversas, tentativas mútuas de ampliação, cooptação, bravatas e depressões… Quem falou o que do outro, quando…
Algo como “Diálogos do Cárcere”. Ou, “quem é quem nas incestuosas relações entre o estado brasileiro e sua classe dominante”.
Fica a ideia. Capaz de ficarem ricos…

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Por que esta insistência em ignorar pessoas que são contra o impeachment e à favor do aprofundamento e da ampliação das investigações?
Não há apenas duas posições no Brasil hoje, há pelo menos quatro!

Valter Caldana

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Governo ruim

No presidencialismo não se tira governo por que ele é ruim.
Para governos ruins o presidencialismo tem como antídoto o Congresso Nacional, onde se deveria fazer Política.
A diferença entre uma República e uma republiqueta está no comportamento do Congresso Nacional diante de qualquer tipo de crise. Em especial o comportamento das maiorias.
Enquanto mirarmos apenas no executivo e acharmos que a troca do Presidente de plantão resolverá o problema político estrutural (o presidencialismo de coalizão, o pacto federativo e a corrupção desenfreada) ou, pior, acreditarmos que problemas econômicos se resolvem tirando presidentes, estaremos decidindo voltar para um lugar na cena mundial de onde saímos há 30 anos.

Corrupção se resolve com investigação, polícia, MP e judiciário atuantes e se dado ao respeito – sem interferências do legislativo e do executivo.
Crise política se resolve com reforma política (no mínimo – eu prefiro uma Constituinte)
Crise econômica se resolve com trabalho, com política dentro e fora do Congresso, mais trabalho e muita transparência no debate. Aí, um pouco mais de trabalho.
Por fim, pergunto.
Cabe um pacto por diretas já também para o Congresso? Que se acabem todos os mandatos e vamos às urnas!

Valter Caldana

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Faltam dois!

Segundo a Rede estamos entre dois cenários
. impedimento, para que a quadrilha possa tomar conta da boleia e se safar da investigação
ou
. cassação da chapa por abuso do poder econômico, implicando nova eleição direta.

faltou à Rede dizer que temos outros dois cenários
ou
. manter a presidência da república, mesmo que incompetente e indesejada por 50% (ou mais) dos eleitores até a próxima eleição como previsto no presidencialismo e acelerar as investigações da lava a jato, fazendo uso das provas e indícios colhidos até aqui para a criação de novas forças-tarefa paralelas (ou só o Moro pode fazer investigações profundas?) para ampliar celeremente o arco de investigações, em especial agora sobre políticos do legislativo, governos estaduais e municipais de grandes cidades – que tal começar pelas sedes de jogos da copa do mundo – e mostrar ao mundo que nos últimos 25 anos soubemos sair de uma ditadura, construímos uma Democracia de popular, de qualidade e fibra, que se dá ao respeito e que sabe punir seus malfeitores. E, de quebra, que construímos uma economia capaz de suportar alguns anos de crise econômica, desde que não inflada pela crise política.
Um Congresso limpo de suas cunhas e de suas chagas não precisa temer e poderá nestes próximos dois anos e meio forçar a Presidente a fazer um governo menos incompetente (se é assim que so o percebe), fazendo Política de alto nível.

. enrolação legislativa e/ou jurídica até dezembro seja do cenário um, seja do cenário dois e aí teremos eleição indireta com os malfeitores elegendo o condutor da carroça

Valter Caldana

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O Brasil não é uma ilha, é um continente.

Nem sei realmente se a notícia é verdadeira, ou parcialmente verdadeira. Mas deve até ser. [leia aqui]
Afinal, o Brasil se acostumou a séculos de firulas e filigranas jurídicas, que só foram realmente superadas no julgamento do mensalão e nos julgamentos da lava a jato.

Mas a questão importante para mim é que há dois cavalos encilhados passando diante de nós. Eu diria mesmo que dois tropéis…

Um nos coloca na dianteira do “mundo livre” no que diz respeito à investigação de crimes graves de corrupção, revelando esquemas, desmontando quadrilhas e punindo agentes públicos e privados, coisa que o Brasil está fazendo desde o mensalão.
O outro nos coloca na lista dos países que não sabem suportar uma crise política ou uma crise econômica – ambas cíclicas tanto no capitalismo quanto na Democracia – sem transformá-las numa disputa fratricida entre grupos e gangues que disputam o poder sem limites e sem escrúpulos, quaisquer que sejam seus papéis na ordem geral das coisas. Este nos empurrará de volta para a latrina política do mundo, lá onde se encontram pequenas ou grandes ditaduras, países como o Egito e outros que se consomem em suas crises internas, sem falar nas trágicas situações de países africanos que nem sei pronunciar o nome.
Por isso seria tão importante que nossa sociedade conseguisse diferenciar o que é a necessária, fundamental e última etapa de nossa libertação, emancipação e amadurecimento como país, que é o combate indiscriminado à corrupção e sua estupefação por ter eleito um governo incompetente, ou mesmo corrupto, que é a necessidade de intensificar o trabalho do Congresso, os contatos com as bases e a formulação e negociação de projetos de futuro com a sociedade.
Mas enquanto uma parte significativa dos que foram às ruas pedir o fim da corrupção pedirem junto o impedimento da Presidente e parte dos que foram às ruas pedir a defesa da Democracia e se posicionar contra retrocessos forem confundidos com corruptos contumazes estaremos aceleradamente montando no tropel que nos coloca onde, será?, de onde nunca deveríamos ter saído.

Valter Caldana

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Pequenas reflexões

O problema da Política é que, diversamente do que acontece na Comédia, do ridículo e da farsa sempre vem a tragédia.
Como no caso desta impagável trapalhada que é a nomeação de Lula ministro. Seja a ação desesperada da situação, seja a histérica reação das oposições, o que resta é que ambos os lados admitem intrinsecamente que o STF não tem lisura ou independência para julgá-lo se for necessário. Não bastasse, vem o Mendes e confirma!

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Só sei dizer que o rapaz que fez este comício na sexta 18/03 à noite na Paulista estava quieto em um sítio que não é dele cuidando de uma doença que ele não tem e esbrontolando de quando em quando contra a sucessora.
Do resto, a Democracia e a Natureza estavam cuidando.
Aí resolveram trazer 2018 para 2015/16… O que se aprende com isso?
Não vale a pena mexer com a Natureza, nem com a Democracia.

Valter Caldana

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