Política x Economia

“EUA admitem dúvidas sobre plano do Irã”
“Eslováquia aprova novo fundo do Euro”
“Acusação de estupro contra Strauss-Kahn é arquivada em Paris”
“Mídia diz que Chile reprime cobertura de manifestações”

Estas são algumas das manchetes de hoje em um jornal de grande circulação, Folha de São Paulo, na seção MUNDO. São quatro exemplos de como a política vem influenciando diretamente o desempenho econômico no mundo de hoje. Exemplos de que a solução para a atual crise econômica mundial é muito mais política do que fazer valer a velha ortodoxia econômica dominante, ortodoxia esta que está destruindo o futuro de toda uma geração em alguns países europeus.

Parece que a participação do Irã no plano para assassinar o Embaixador saudita em Washington não é tão certa assim. Na verdade, já não se sabe nem se existe este plano realmente. Tal informação vem do próprio saudita que seria morto. Será que não é uma estratégia americana para desviar as atenções da turbulência econômica que vivem? Os americanos estão passando por grave crise econômica desde 2008. Crise esta perpetuada e até aumentada pela política irresponsável praticada por lá. Para os republicanos, o importante é afundar cada vez mais a economia americana (consequentemente mundial) para evitar a reeleição do presidente Obama. Vetam grande parte das propostas anti-crise da Casa Branca. Engessam o crescimento. Prejudicam milhões. Democracia é isso?…

E a Eslováquia então? Dos 17 países membros do Euro, é a menor economia de todas. Acontece que tem direito a veto. E este direito foi exercido há 3 dias não porque não concordavam com o plano econômico, mas sim porque a oposição de lá barganhou a aprovação (conquistada hoje) em troca da antecipação das eleições. Já imaginaram o prejuízo para a Europa e para o mundo se este plano não fosse aprovado? E tudo por conta da política interna de um país periférico. Taí outro exemplo de como a política vem minando o desempenho econômico.

E o caso do Strauss-Kahn? Alguém já se perguntou como pode um cidadão ter a prisão decretada apenas baseada nas declarações de uma suposta vítima com histórico de tráfico de drogas? Estamos falando do então provável candidato socialista à presidência da França. Candidato este que certamente sugeriria importantes mudanças econômicas na zona do Euro. Curioso…

E os estudantes no Chile? Por que ninguém fala que para adequar as reivindicações deles (estudo gratuito) há que se aumentarem os impostos? Palavrão em um país que namora o neoliberalismo.

Está na hora de os principais países mudarem a forma como fazem política. Antes que seja tarde demais. É melhor perder a mão que o braço.

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dá o que pensar

“Ten years ago we had Steve Jobs, Bob Hope and Johnny Cash. Now we have no jobs, no hope, and no cash”. (Anonymous american)

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O avanço dos e-books

Nos EUA, mercado mais maduro, 1/5 das vendas de grandes dos grandes editores já é feita pode meio de e-books e, em alguns casos, como os novos best-sellers, a proporção pode chegar a 1/2.

O e-book tem algumas vantagens, o leitor pode fazer uma escolha ampla de qualquer ponto/local que tenha acesso à internet, pode baixar um sample, ou seja, ler um capítulo ou trecho para testar um livro, e se gostar aí sim compra o livro em poucos segundos.

A experiência e-book não tem o “prazer” do livro físico, ou o café da livraria e a dica dos vendedores/atendentes, nesse sentido o modelo do e-book não atende alguns prazeres. Mesmo com vantagens práticas, o e-book não é imbatível.

Para o consumidor, o cenário é positivo, cada leitor pode fazer sua escolha, manter-se no mundo tradicional ou mudar, escolhendo a velocidade mais apropriada para o mundo digital. No entanto, para editores a situação não é tão cômoda. Em primeiro lugar, caso a Amazon seja um varejista dominante do mercado de e-books, ou qualquer outro, naturalmente ela terá um poder de negociação muito forte. Outro ponto importante refere-se ao verdadeiro negócio dos editores.

O e-book muda radicalmente a forma de distribuição de livros, os contatos com livrarias em regiões-chave, ou apresentações de autores em livrarias devem gradativamente perder importância. Mais do que nunca o que vai contar é ter um portfólio de títulos de de autores, o core dos editores será o conteúdo e edições especiais para a edição digital. A distribuição, exposição e as recomendações (de leitores) ganham espaço no mundo on-line. O editor (associado com o produtor do e-book) também poderá encarar seu leitor como um indivíduo, vendendo o livro físico e on-line em um mesmo pacote, permitindo o acesso de acordo com a conveniência do momento.

O e-book é recente, permite acesso a obras clássicas sem custo (as com mais de 100 anos), já vem conquistando milhões de leitores e sem prever nenhuma polarização já sabemos que ele veio para ficar. A indústria da música e dos jornais já sabe que não se pode brigar com a tecnologia, cabe aos editores adaptarem-se de forma inteligente.

The Economist aborda o tema em: The transformation of the book industry

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AVISO PRÉVIO

O aviso prévio tem suas origens no direito comercial e civil onde era visto essencialmente como conseqüência da liberdade contratual das partes. Estas eram tidas como iguais e livres para contratar, e o aviso prévio existia exatamente para garantir a liberdade contratual, na medida em que evitava a perpetuidade dos contratos firmados.
Posteriormente, foi incorporado pelo Direito do Trabalho, dando, mais tarde, vazão a uma nova concepção em que é visto como proteção ao empregado, ante a desigualdade frente ao empregador. Esta é a visão que prevalece na maioria dos países europeus, Argentina e aqui no Brasil.

Esta semana aprovado, o aumento proporcional do aviso prévio já vem gerando polêmica, com posições conflitantes entre e intra Centrais Sindicais e Empresários. Prevalece para os Sindicatos que esta é uma medida benéfica para os trabalhadores. Para os Empresários/Empregadores, questiona-se se esta medida será realmente benéfica para as empresas.

Acredito que medidas acertadas são aquelas que beneficiam a maioria. Sendo assim, no curto prazo tratar-se-ia de uma ferramenta que protegeria os trabalhadores, maioria, uma vez que há muito mais empregados do que empregadores.

É necessário avaliar o impacto no médio e longo prazos. Temos incontáveis exemplos de que, quanto maior a estabilidade, menor a produtividade do colaborador. Independe de condição sócio/cultural, etária, de gênero, ideologia, credo, etc. É inerente do ser humano. Portanto, não é absurdo imaginar uma produtividade nas empresas menor do que a que temos hoje, tornando-as menos competitivas. Certamente, mesmo que em intensidade pequena, trata-se de mais um fator que implica na não contratação formal de funcionários. E, nestas condições, é natural que o empregador procure por profissionais cada vez mais qualificados. Sendo assim, poderá haver como consequência: empresas menos competitivas (mais próxima da demissão de funcionários ou mesmo da falência); diminuição da contratação formal; contratação principalmente daqueles altamente qualificados (minoria absoluta).

Finalizando: se medidas acertadas são aquelas que beneficiam a maioria, esta é, no curto prazo, uma boa medida. Lá pra frente, se este cenário supracitado se confirmar, a maioria estará prejudicada…

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Cansado de planos estratégicos que nunca atingem os seus resultados ?

Gostaria de compartilhar e recomendar a leitura de um livro que reflete sobre uma nova teoria de liderança e execução baseado na prática, demonstrando como cumprir metas e fazer as coisas acontecerem, afinal um plano muito bem elaborado não tem nenhuma valia se não conseguirmos implementá-lo. O Livro chama-se “execution” de Larry Bossidy, executivo americano com longa carreira na General Eletric e AlliedSignal entre outras empresas e Ram Charan, consultor indiano de CEO´s e altos executivos. O livro transcorre com uma forma e linguagem direta sobre a execução de planos de negócios ancorados em 3 elementos chaves – as pessoas, a estratégia e as operações.

Hoje em dia é fundamental reavaliar a execução dentro de um novo cenário mundial, onde muitos países e mercados terão ritmos de crescimento diferenciados, a concorrência será cada vez mais agressiva, os governos assumirão novos papeis em suas economias e ambiente de negócios e o gerenciamento de riscos será crucial, identificando e controlando os riscos em todos os níveis do negócio, incluindo riscos políticos e econômicos locais e globais.

Os autores destacam os sete comportamentos essenciais para uma boa execução:

1-      Conheça seu pessoal e sua empresa

2-      Insista no realismo

3-      Estabeleça metas e prioridades claras

4-      Conclua o que foi planejado

5-      Recompense quem faz

6-      Amplie as habilidades das pessoas pela orientação

7-      Conheça a si próprio

Segundo os autores, o hardware de um computador é inútil sem o software. Da mesma forma, numa organização, o Hardware (estratégia e estrutura) é inerte sem o software (Crenças e comportamentos). As ideias e ferramentas sobre mudança cultural são vagas e desconectadas da realidade estratégica e operacional. Para mudar a cultura de um negocio você precisa de um conjunto de processos – mecanismos operacionais sociais – que mude as crenças e o comportamento das pessoas de forma a torná-las mais diretamente ligadas aos resultados finais. A configuração da estrutura obviamente é importante, mas é o software que integra a organização num todo unificado e sincronizado. O hardware e o software combinados criam os relacionamentos sociais, as normas de comportamento, os relacionamentos de poder, os fluxos de informação e os fluxos de decisão.

A sincronização é essencial para a excelência na execução e para energizar a corporação. A sincronização significa que todas as partes da organização têm premissas comuns.

Pessoas com grande motivação para vencer, com energia e entusiasmo para executar muitas vezes serão mais essenciais do que outras com educação privilegiada, assim como é fundamental você nunca terminar uma conversa sem fazer um resumo das ações que devem ser realizadas, deixando claro quem quando e como cada uma das ações será feita.

O acompanhamento e a pedra fundamental da execução. Todos os lideres que são bons em execução acompanham tudo ate o final religiosamente. O processo de estratégia define aonde um negócio quer ir, e o processo de pessoal definem quem vai fazer o negocio chegar lá. O plano operacional indica o caminho para as pessoas.

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